segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Beijos


Eu nunca tive beijos verdadeiros. E não é hora de procurar por eles. Isso seria cruel para quem for verdadeira a me beijar. Logo agora nessa fase... ultima fase, é o momento em que pensamos se o que fizemos fora estritamente importante. O que foi desnecessário? o que foi estupendamente importante?
No fim de semana passado eu tive um choque cardiológico e precisei ser levado as pressas para o hospital. Passei duas horas tomando soro e no fim, voltei para casa da mesma forma que fui. A beira da morte. Afinal, para que me levaram ao hospital? Uma hora ou outra eu vou estar duro, pra que adiar?
Mas antes que eu me fizesse outra pergunta, a resposta me veio a tona. Mesmo que a hora vá chegar, é sempre bom atrasar algo que não estamos prontos para resolver. Procrastinar a morte é bom para eles, e de uma forma ou outra, para mim também. Me dá tempo de repensar sobre assuntos que ainda não me vieram a cabeça.
E acabo de descobrir porque tive um choque cardiológico, porque meu coração estava apaixonado de mais pela vida. Nunca tive um amor verdadeiro e ele sente falta de amor. Às vezes, alguns beijos de verdade podem ser melhores que remédios hospitalares.
E descobri também nada é melhor aqueles que te amam que te ver amando a vida. Mesmo estando ansioso para o fim, quero demorar-me aqui o máximo possível. Talvez eu deva fazer algum grande bem para a humanidade antes de ir, sei lá... descobrir a cura da AIDS.
BRINCADEIRA. esse foi só mais um post para ocupar espaço.

Quem sabe

Quem sabe as flores que eu cheirei
ainda estejam lá quando eu me for
Quem sabe os lábios que eu beijei
ainda sintam amor quando eu me for

Será que eu serei um marco
para quem sofrer do mesmo mal?
Será que eu serei um barco
que guiará a água ao sal?

Quem sabe eu ainda more aqui
em uma casa de nuvens
Quem sabe eu ainda viva aqui
em um vaso de cinzas

Será que eu terei respostas?
Será que as lindas das borboletas
batem asas em minhas pétalas?
Terei asas, como elas,
flutuando em minhas costas?

(Hudson Pereira)

Minha lápide



Esses dias eu me peguei pensando no meu velório... Como será a vida das pessoas sem mim? E pensando nisso uma dúvida muito intensa pairou afrente dos meus olhos. O que eu quero escrever em minha lápide? Sério! eu não faço a menor ideia! Eu pensei em algo sucinto e direto que possa resumir minha vida em poucas palavras. Ou também algo relacionado com o motivo da minha morte, mesmo assim eu não sei como finalizar essa questão.
Pedi ajuda para meus pais e meu irmão, mas nenhum deles estava disposto a me ajudar nessa importante escolha. Eles encaram minha morte de uma forma muito radical, mas... sei lá, pra mim morrer faz parte da vida. É algo tao natural quanto comer pão-de-queijo no fim de semana.
Essa deveria ser uma dúvida de todos, pois eu não serei o único a morrer! Então, você já sabe o que estará escrito como sua memória? Não? Nem eu... Talvez eu seja conhecido apenas como o garoto que morreu de infarte aos 18 anos e nada mais. Mas ser tão simples assim é muito chato. Eu preciso de algo empolgante e surpreendente! Algo que mude a definição de frases de lápide em todo o Brasil!
Alguma ideia? (agora "ideia" não tem mais acento)

domingo, 28 de agosto de 2011

Antes que seja tarde


    Quero alcançar o fundo do mar
    Achar um lindo baú dourado
    Colocar todos os meus problemas dentro
    E levar até a mais brilhante estrela
    Deixar lá uma parte de mim
    Que certamente sentirei saudade...
    (Hudson Pereira)

Mãe... desculpe tá!

Sabe...

Não existe um modo melhor de começar um blog senão falar da minha mãe.
E pensando nela eu... me sinto mal.
Pense: Na gravidez, a mulher engorda mais de 10 quilos, sendo que a criança não passa de 3!
Dor nas costas, dor nos pés, dor de cabeça, corpo inchado, dificuldade para dormir, DORES DO PARTO...
E para que?
Depois que a criança nasce, a mãe está debilitada, mesmo assim o demônio da criança não está nem aí, nem liga. Chora a noite toda, chora o dia todo, está sempre com fome, e chora por isso também, caga o dobro do peso 8 vezes por dia.
Despesas, despesas, despesas... Falta de sono, falta de sono, falta de sono...
PÔXA!!! Cadê a compaixão? Não seria melhor enfiar a criança de volta no útero?
Enfim o bebê vira uma linda criança... linda? Pelo menos na minha infância, eu parecia o esqueleto do Thunder Cats. Sem contar que ninguém gosta de criança [nem a mãe] e TUDO POR CULPA DA PESTE DA CRIANÇA!!! Eu era um capeta.
E a mãe tem a impossível missão de educar, dar concelhos e transformar aquilo que ela chamava de filho em um cidadão.
Como se não fosse o suficiente, vem a adolescência onde a mãe tem um pouco mais de preocupação em saber se o filho não está explodindo um hospital. Pois é... eu já toquei fogo no meu quarto...
E hoje estou aqui, a beira da morte e rindo da verdadeira realidade das mães. Ah... elas que escolheram ter os filhos, eu não pedi para nascer.
Te amo mãe, de verdade! Agradeço por não ter me matado antes de descobrir que eu to doente.

Apresentação

Oi, sou Erick. Eu vou morrer! =D

Estou aqui porque meu médico cardiologista disse que eu estou nos meus últimos dias de vida.
Muitos ficariam chateados, tristes... mas eu não. Afinal todos vão morrer um dia, a única diferença que eu tenho para vocês é que eu tenho uma noção de quando minha hora vai chegar.
Eu, Erick, sou um personagem criado, na verdade eu não existo não, mas estou aqui para lhe fazer pensar. Afinal, o que você faria em seus últimos dias de vida?
Em meus jovens 17 anos recebo uma noticia dessas... é de matar qualquer um. Mas não a mim, eu sou diferente. Alem de morrer cedo eu não tenho medo da morte. É bom quando nós já sabemos sobre nosso tempo. Além do mas, quem disse que a morte é ruim? Alguém já voltou a viver para relatar como é do outro lado? É mesmo... há outro lado?
Seja como for, eu estou prestes a descobrir.