segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quem sabe

Quem sabe as flores que eu cheirei
ainda estejam lá quando eu me for
Quem sabe os lábios que eu beijei
ainda sintam amor quando eu me for

Será que eu serei um marco
para quem sofrer do mesmo mal?
Será que eu serei um barco
que guiará a água ao sal?

Quem sabe eu ainda more aqui
em uma casa de nuvens
Quem sabe eu ainda viva aqui
em um vaso de cinzas

Será que eu terei respostas?
Será que as lindas das borboletas
batem asas em minhas pétalas?
Terei asas, como elas,
flutuando em minhas costas?

(Hudson Pereira)

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