Não existe um modo melhor de começar um blog senão falar da minha mãe.
E pensando nela eu... me sinto mal.
Pense: Na gravidez, a mulher engorda mais de 10 quilos, sendo que a criança não passa de 3!
Dor nas costas, dor nos pés, dor de cabeça, corpo inchado, dificuldade para dormir, DORES DO PARTO...
E para que?
Depois que a criança nasce, a mãe está debilitada, mesmo assim o demônio da criança não está nem aí, nem liga. Chora a noite toda, chora o dia todo, está sempre com fome, e chora por isso também, caga o dobro do peso 8 vezes por dia.
Despesas, despesas, despesas... Falta de sono, falta de sono, falta de sono...
PÔXA!!! Cadê a compaixão? Não seria melhor enfiar a criança de volta no útero?
Enfim o bebê vira uma linda criança... linda? Pelo menos na minha infância, eu parecia o esqueleto do Thunder Cats. Sem contar que ninguém gosta de criança [nem a mãe] e TUDO POR CULPA DA PESTE DA CRIANÇA!!! Eu era um capeta.
E a mãe tem a impossível missão de educar, dar concelhos e transformar aquilo que ela chamava de filho em um cidadão.
Como se não fosse o suficiente, vem a adolescência onde a mãe tem um pouco mais de preocupação em saber se o filho não está explodindo um hospital. Pois é... eu já toquei fogo no meu quarto...
E hoje estou aqui, a beira da morte e rindo da verdadeira realidade das mães. Ah... elas que escolheram ter os filhos, eu não pedi para nascer.
Te amo mãe, de verdade! Agradeço por não ter me matado antes de descobrir que eu to doente.
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