segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Segundo dia de Novembro


Fiquei com medo de acharem que eu morri, mas felizmente (ou infelizmente) eu ainda estou aqui. Sim, Érick Garcia está vivo mesmo, não é incrível? Talvez não fosse minha hora, ou quem sabe o destino reservara um período maior para que eu pudesse nadar em minhas filosofias.
Depois de comemorar com fervor um belíssimo halloween, uma brisa noturna insistia em me lavar com sua aura, e no segundo dia do mês de novembro acordei sobre uma cama. Dizem que vemos uma luz quando estamos chegando perto do final, mas eu não vi nada alem de uma grande tontura. Eu sentia que meus braços já não eram meus, minhas pernas já não me pertenciam também.
Há, desde então, uma terceira voz em minha cabeça. Além da voz dos meus pensamentos e a oposição de minha consciência, um fino grito de esperança me ajuda a guiar meus passos. Não sei bem o que é, talvez mais alguma dos jogos do coração. E então minha mãe disse, com lágrimas felizes nos olhos: "Você está me vendo?"
A resposta seria um sonoro NÃO, pois meus olhos pareciam amanteigados e o único sentido que me obedecia plenamente era a audição. Eu sabia que tinha morrido, não havia como negar, o tempo finalmente chegara para mim e me disse tristemente que o cuco pulava no relógio dos meus átrios.
E, de repente, eu estava vivo. Magia não era, nunca cri nessas besteiras... Fé? quem sabe, mas não tinha certeza disso. Mas então, depois de um certo tempo recalculando o que estava a minha volta, notei um detalhe muito importante. Era dia dos finados. Era meu dia, e a vida (segunda vida) fora meu presente.
Sempre gostei de receber presentes, mas esse foi eletrizante (literalmente). O médico, juntamente com meus pais, afirmaram que eu só voltara a consciência depois de duas descargas elétricas no peito, mas eu, mesmo assim, prefiro crer em minha teoria da data válida.
E não podia negar que era um presente disfarçado de maldade. Sabe... meu aniversário é no inicio do penúltimo mês, e a morte (não a vida) estava me dando mais frutos que qualquer outra coisa que já tive. Desde que soube de minha situação, procurei manter a calma e agir da maneira mais liberal possível com isso, mas depois de experimentar uma vez a doçura da morte... Nasceu um novo EU.
Esse novo Eu era a terceira voz em minha cabeça, uma terceira opinião sobre tudo. E quem sabe agora eu esteja feliz por conhecer melhor mundo. A voz cálida e gentil que me conduz sempre a uma alegria momentânea... algo que me faz esquecer do mundo e sua realidade.. que se dane, agora eu conhecia meu espirito.
Já faz tempo que não deixo aqui alguns de meus textos, isso porque estava viajando. Em mim. Eu precisava de um tempo meu comigo mesmo, sem nenhuma das minhas anteriores opiniões para flagelar a discussão. Eu posso sentir uma parte morta no peito, como uma cicatriz no coração.
.... Talvez eu vi nuvens de mais em minha mente... poderiam ser, também, ovelhas brancas de paz.... mas nada podia mentir que era limpo, claro e eternamente efêmero. Sim, sou um ser assim, parnasiano, romântico e realista de uma só vez.
NUNCA me senti tão doente... e IGUALMENTE feliz.

domingo, 30 de outubro de 2011

HALLOWEEN


A data comemorativa que eu mais gosto. Não sei dizer porque, mas a forma como as pessoas se vestem, as histórias de terror, o clima de medo no ar... tudo isso sempre me agradou. Nunca gostei de abóboras, nunca achei bruxas bonitas, mas o mistério e o ar macabro me trazem sensações dignas de um bom sono.
As vezes separo meu tempo restante com o numero de uma data comemorativa que eu ainda pretendo ver. Dentre natal, páscoa, dia dos pais... nada melhor que o dia das bruxas. Espero ainda ter muitos halloweens pela frente.
Vampiros, mortos vivos... acho que é essa parte que me inspira. Não vou negar que sempre fui apaixonado pelo assunto morte, e nesse tempo esse é um assunto muito comentado, algo que todos falam, todos conversam sem se preocupar com as caras feias que os outros vão fazer, afinal é hora de contar essas historias mesmo.
Podem falar o que for, eu tenho certeza que a maioria do mundo compartilha esse sentimento comigo. Todos gostam da morte, gostam de teme-la, gostam de não saber quando ela virá ou como virá, e aproveitam o mês de outubro para camuflar essa verdade.
É o meu dia, podem criticar, mas é o meu dia. Minha vida é marcada pela morte. Todos sabem que um dia a morte vai levar a alma, mas no meu caso foi diferente. A foice já está no meu pescoço, já saiu a primeira gota vermelha e eu espero pelo dia em que tudo ira se finalizar. Espero ainda que seja numa véspera de halloween.
E nada melhor para isso que um dia em novembro, muito próximo de hoje. O dia dos finados... mas esse é um assunto para outro dia. Lembrem-se.. nos veremos em breve em outro lugar.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Um vaga-lume


Eu vi um vaga-lume, voando
A voar despreocupado, piscando
Pousou em meu nariz, descansando
Pensei sobre a luz, sonhando

Quando o fim do descanso chegar, animando
O inseto vai voar, abandonando
Com ele vai a luz que amei, indo
Só me resta aproveitar o tempo, olhando



quinta-feira, 6 de outubro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Vivi o suficiente para ver

Fico feliz em saber que estou vivo justamente num período de transição. Em poucos anos as coisas mudaram completamente. O que era novidade, hoje não passa de velharia. O que era descartado, hoje é visto como um item muito importante para a vida. Enfim, estou feliz por saber que mesmo vivendo tao pouco, posso ver nitidamente a sociedade que continua caminhando. Hora a rodovia é boa, mas muitas vezes entramos em curvas fechadas e muito escuras.
Vivi o suficiente para ver:

O preconceito ser derrubado num dos países mais racistas do mundo. Hoje podemos ver o presidente mais poderoso do mundo com um tom de pele da mesma cor que já foi motivo para julgar o potencial de muita gente. Para os babacas que julgavam os negros como ralé, engulam o poder de Barack Obama.



As mulheres mostrarem que não são submissas aos homens. Na verdade fico tranquilo em deixar o mundo sabendo que as pessoas já sabem que todos são iguais, e nem mesmo a presença do cromossomo Y pode dizer se alguém é melhor ou não que outra. Para aqueles que pensaram que ela não conseguiria, Dilma mostra que é mais "cabra macho" que qualquer outro presidente e está botando moral nos ministérios.

A mudança de artistas. Michael Jackson foi um grande astro de sua época e mesmo depois de morto, está imortalizado em suas canções. E podemos ver outros astros surgindo ao mesmo tempo que muitos também se vão. Isso chama-se arte. A arte não morre com os artistas, e por isso precisa sempre de novas formas de se mostrarem. Michael Jackson morreu, mas outros artistas chegaram para marcar historia assim como ele fez.


A tecnologia tomando novas formas. Imagine que seus filhos não vão conhecer os disquetes. Na geração dele só existirá CD's ou outras formas de reprodução de alguma mídia que talvez ainda não conhecemos. Eu, por mais insignificante que seja, fico feliz por ter tido a oportunidade de saber o que é um simples disquete.


Os jogos se evoluindo. É uma forma de diversão muito viável e que muda gerações. Eu tive o prazer de conhecer as raízes dos games mais evoluídos de hoje. Penso que tive a oportunidade de jogar o primeiro jogo do Sonic, pular sobre um animal não identificado (Yosh) com o eterno Mario Bros. Fico maravilhado quando penso que eu vivi para entender como as coisas mudam sem deixar de serem as mesmas.


A justiça sendo feita. Claro que não foi todo o mundo que se beneficiou com tal ação, mas quando sabemos que um tirano maldito, como Sadã Hussen, foi enforcado pelo bem da liberdade, um horizonte de luz e esperança aparece no final do mundo. Será que estamos perto de um mundo justo? Talvez você, que está lendo isso, esteja perto desse mundo, mas eu... talvez eu morra amanha.

Que a ciência está descobrindo novos nortes. Talvez isso traga muitos malefícios, mas não se pode negar que a cota de benefícios será muito mais intensa. Clonaram uma simples ovelha, imaginem o que somos capazes de fazer. HIV, câncer, e etc nada disso terá chance se a ciência continuar a evoluir. Talvez até lá descubram a cura para minha doença.



O mal tomando espaço. Enquanto muita coisa caminha pela rodovia correta, essa com certeza é uma rota errante. Terrorismo e intolerância (Seja ela qual for, religiosa, sexual, racial, cultural ou até de gosto culinário) deviam ser esquecidos da mente humana. Eu, em momentos isolados, penso que é até bom que eu me vá enquanto o planeta ainda está apto a vida, onde as pessoas ainda conseguem se respeitar. Talvez essa "paz" de hoje não exista nunca mais.

O que você viveu para ver? [COMENTE]

sábado, 1 de outubro de 2011

Anjos


Acreditam em anjos? Sim? Eu nunca acreditei. Para mim, anjo é alguma pessoa que tem o coração puro e repleto de bondade, era nisso que eu cria desde muito pequeno. Recentemente, com a chegada da maturidade, percebi que não existem pessoas assim. Sempre me falaram que anjos eram seres de luz com o corpo parecido com o nosso, mas podiam voar com suas asas. Para mim isso era tao real quanto o Spiderman.
Depois que alguns problemas aconteceram comigo, escutei algumas coisas que me fizeram pensar: "para onde vou depois da morte?". Talvez eu vire um anjo, mas duvido muito. Nunca fui crente suficiente para acreditar em religião alguma, mas agora... Não sei dizer, mas existe algum tipo de esperança nascendo em mim. Talvez seres de luz existam.
Eu não sei para onde vou depois da morte, afinal sempre pensei que não fosse a lugar algum, mas acho que não consigo mais prosseguir sem pensar nisso. Inferno... Paraíso... será que algum deles está apto para mim? Não consigo me imaginar em nenhum desses dois lugares, mas será que não há uma terceira opção?
Na Bíblia diz que só vai para o paraíso quem acredita em Deus e tudo, mas eu não acho que fui alguém tao maligno a ponto de merecer ir para o inferno, onde passarei o restante da eternidade sofrendo feito um cão. Nunca matei, nunca roubei, nunca traí, nunca humilhei ninguém. Isso não basta para ir aos céus? Eu sou muito cético, mas comecei a enxergar um brilho no fundo da vida. Talvez agora eu acredite em espírito.
Sempre me disseram que eu era um anjo, e de alguma forma eu sabia que isso era um elogio, e agora eu estou disposto a me fazer provar na existência deles. Eu ainda não tenho certeza se eles existem ou não, mas se existirem, eu vou conhecer um. É minha principal meta a partir de agora.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

O Lado Bom de Estar a Beira da Morte

Claro que eu não quero morrer cedo, mas não tenho escolha, né? Tento levar essa informação do melhor jeito possível, sem ficar me lastimando. Por isso escrevi uma lista com alguns tópicos sobre a parte boa de estar prestes a morrer. Não fiquem surpresos caso tenham inveja de mim (brincadeira).

* Todos te tratam como um rei. - Eles devem pensar assim: "Se ele vai morrer, que morra feliz" e por isso fazem tudo que eu quero. To achando que vou ter sedentarismo nesse pouco tempo, fora que a chance de ter obesidade não está longe, afinal desde que eu descobri minha doença tenho comido as coisas mais gordurosas e gostosas do mundo. Minha mãe diz que isso pode fazer mal pro coração. EU TENHO UMA DOENÇA CRÔNICA NO CORAÇÃO, o que pode ser pior?

* Ninguém fica perturbando com perguntas indiscretas. - Ta namorando? E a escola? Ainda está desempregado? Perguntas que ninguém gosta de responder, mas sempre tem um indiscreto que faz questão de fazê-las. No meu caso essas pessoas pensam 8, ou até 10 vezes antes de falar comigo com medo de me deixar sem graça. Eu me aproveito.



* Ser insuperavelmente sincero. - Quando se está com um dos pés na cova, você não vai ligar nem um pouco da opinião das pessoas sobre você. Se a pessoa está feia, eu não tenho a menor discrição ao dizer " você ta horrível".



* Não se preocupar com o futuro. - Já pensou na sua vida sem ficar rachando a cabeça com o que vai fazer amanha para ter um bom depois de amanha? É maravilhoso não se preocupar com faculdade, vestibulares, emprego, etc. Cara, meu futuro eu já sei. Tudo que eu posso fazer é tentar deixar as coisas mais divertidas.



* Se eu pintar ou escrever alguma obra de arte, posso ter certeza que farão sucesso. - Todo mundo sabe que obras de arte custam bilhões depois que o autor morre. Por isso, sempre que posso, escrevo coisas melancólicas ou irônicas sobre a morte. Isso pode garantir o dinheiro dos meus pais.



* Acordar na hora que desejar. - Todo mundo sonha em ter uma vida que você acorda umas 16:00 da tarde. EU POSSO!!!!!! BWAHAHAHAHAHA. Mas sabe... eu não gosto de acordar tarde, agente dorme um terço da nossa vida, e eu nessas condições prefiro ficar o máximo acordado possível.



* Ficar mais inteligente. - Com a falta de preocupação que as pessoas geralmente têm, minha cabeça fica vazia, e eu preciso preenchê-la com alguma coisa. Isso dá mais facilidade para pensar, raciocinar... eu me sinto um verdadeiro filósofo. [já posso dominar o mundo]



* Ter tempo para tudo. - Mesmo que eu tenha pouco tempo de vida, o pouco tempo que eu tenho posso aproveitar da maneira que eu quiser. Então, isso me dá tempo para me divertir e realizar coisas que eu tenho vontade de fazer.



Aposto que você está morrendo de vontade de ter uma doença cronica também.. kk. Brincadeiras aparte, eu preciso fazer uma lista do lado ruim... Nem tudo na vida é perfeito, nem mesmo morrer.

domingo, 25 de setembro de 2011

Músicas para ouvir antes de morrer!!

Eu, como um bom apreciador de artes musicais, indico a quem tiver interesse de escutar (ou a quem ler) as seguintes musicas da banda SCORPIONS:

* You And I - Essa é pra chorar.
* Holiday - Só pra quem curte melodia.
* Wind of Change - O melhor solo de assovios do mundo.
* Believe in Love - Depois de escutar essa, você vai crer no amor (ou não).
* Rhythm Of Love - Pra fechar com chave de ouro



É o tipo de música perfeita para viajar, chorar, cantar e até fingir que tá tocando guitarra!!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

20 ANOS DE NIRVANA uHU!


Nos dias 24 e 25 de setembro, o álbum NEVERMIND da banda de rock Nirvana faz 20 anos de existência. Vamos comemorar! Imagine se eles pudessem se apresentar agora no Rock N' Rio, não teria nada igual. Mas o que faz desse disco um clássico insuperável? A resposta talvez venha nos parágrafos seguintes.
Vinte anos, que tempão! E se Kurt Cobain não tivesse cometido suicídio, será que sua historia inspiraria tanta gente quanto inspira hoje? Eu diria que não. Eu, que vejo a face da morte todos os dias, descobri que foi por ter tirado a própria vida que Kurt virou lenda. Então eu olho o homem que aparece no espelho e pergunto a ele: "E você? Como vai ser lembrado depois da mote?". Talvez a resposta venha nos parágrafos seguintes.
As letras das musicas dessa banda mostram a forma complexa e, simultaneamente, simples que eles viam o mundo e a sociedade. Eu digo que é quase impossível escutar SMELLS LIKE TEAM SPIRIT sem ficar chocado com a beleza do ritmo. E ultimamente esses sons têm me mostrado como a morte é algo fútil. Kurt Cobain tirou a própria vida e eu estou prestes a morrer sem ter vivido o mesmo número de anos que seu álbum durou.
E seu eu imitá-lo? Faz mesmo diferença? AFINAL, PORQUE ESSE BLOG SE CHAMA 'COMÉDIA' MORTIFERA? Comédia? onde há graça nisso? Sabe... eu costumo dizer para quem me pergunta que só pessoas como o vocalista do Nirvana veem a graça no que eu estou dizendo.
E se você leu até aqui, deve estar se perguntando (ou não) porque eu não respondi as perguntas que possivelmente responderia nos 'próximos parágrafos'. Acontece que eu não sei o que dizer, não é engraçado? De qualquer forma, parabéns ao Nirvana por inspirar a arte mesmo depois da morte da banda. Isso nos faz refletir sobre a existência da morte. Se morte existe, porque então se comemora os 20 anos de algo que já está morto?... fica como nota para pensar depois.

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

O Colapso Diário


Esse fim de semana chamei meu (poucos) amigos para passar algum tempo aqui em casa. Deve ser bem difícil para eles olhar para mim sabendo que são os últimos tempos ao meu lado. E por isso eu resolvi quebrar o gelo.
Esperei até chegar o fim da tarde, naquela hora em que o sol decide deixar o céu laranjado e as nuvens parecem borrões. Quando a luz solar estava quase desaparecendo no horizonte, no meio de uma piada sobre portugueses, encenei uma crise. Me joguei ao chão fazendo ruídos estranhos e com os olhos mais abertos que eu consegui. Eles ficaram desesperados, gritaram por ajuda, tentaram me levantar, ligaram para uma ambulância e teve até um deles que passou mal por me ver assim.
Depois de uns cinco minutos fingindo um ataque do coração, levantei dando risadas. Eu nunca havia enfrentado feras como aquelas. Todos eles me olharam com cara de quem quer comer minha carne e quase voaram no meu pescoço. Engraçado, primeiro estavam desesperados para me salvar, depois queriam arrancar meu coração. O mundo é mesmo estranho. E mesmo assim eu não parava de rir.
A única garota do grupo suplicou para que eu não brincasse com essas coisas sérias, mas... fazer o que? Para mim, essa é a realidade, porque não brincar com a morte? Afinal não faz diferença nenhuma.
No fim, a ambulância chegou e agente fingiu que nem sabia o que estava acontecendo. Os bombeiros bateram a minha porta e eu atendi com um sorriso maior que a boca, como se nada tivesse acontecido. Fiquei mal depois, por ter tirado os bombeiros de seus trabalhos enquanto podia ter gente precisando do serviço deles naquele momento, mas... não podia fazer mais nada.
Bem isso funcionou, quebrou o gelo. Dessa forma eles puderam entender como eu encaro
essa minha realidade. Estamos rindo até hoje, e sabe... eles entraram na brincadeira depois também. Já marcamos de fazer isso em sala de aula.
Afinal, porque eu ainda estou na escola? [ bem, isso já é outra história]


segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Beijos


Eu nunca tive beijos verdadeiros. E não é hora de procurar por eles. Isso seria cruel para quem for verdadeira a me beijar. Logo agora nessa fase... ultima fase, é o momento em que pensamos se o que fizemos fora estritamente importante. O que foi desnecessário? o que foi estupendamente importante?
No fim de semana passado eu tive um choque cardiológico e precisei ser levado as pressas para o hospital. Passei duas horas tomando soro e no fim, voltei para casa da mesma forma que fui. A beira da morte. Afinal, para que me levaram ao hospital? Uma hora ou outra eu vou estar duro, pra que adiar?
Mas antes que eu me fizesse outra pergunta, a resposta me veio a tona. Mesmo que a hora vá chegar, é sempre bom atrasar algo que não estamos prontos para resolver. Procrastinar a morte é bom para eles, e de uma forma ou outra, para mim também. Me dá tempo de repensar sobre assuntos que ainda não me vieram a cabeça.
E acabo de descobrir porque tive um choque cardiológico, porque meu coração estava apaixonado de mais pela vida. Nunca tive um amor verdadeiro e ele sente falta de amor. Às vezes, alguns beijos de verdade podem ser melhores que remédios hospitalares.
E descobri também nada é melhor aqueles que te amam que te ver amando a vida. Mesmo estando ansioso para o fim, quero demorar-me aqui o máximo possível. Talvez eu deva fazer algum grande bem para a humanidade antes de ir, sei lá... descobrir a cura da AIDS.
BRINCADEIRA. esse foi só mais um post para ocupar espaço.

Quem sabe

Quem sabe as flores que eu cheirei
ainda estejam lá quando eu me for
Quem sabe os lábios que eu beijei
ainda sintam amor quando eu me for

Será que eu serei um marco
para quem sofrer do mesmo mal?
Será que eu serei um barco
que guiará a água ao sal?

Quem sabe eu ainda more aqui
em uma casa de nuvens
Quem sabe eu ainda viva aqui
em um vaso de cinzas

Será que eu terei respostas?
Será que as lindas das borboletas
batem asas em minhas pétalas?
Terei asas, como elas,
flutuando em minhas costas?

(Hudson Pereira)

Minha lápide



Esses dias eu me peguei pensando no meu velório... Como será a vida das pessoas sem mim? E pensando nisso uma dúvida muito intensa pairou afrente dos meus olhos. O que eu quero escrever em minha lápide? Sério! eu não faço a menor ideia! Eu pensei em algo sucinto e direto que possa resumir minha vida em poucas palavras. Ou também algo relacionado com o motivo da minha morte, mesmo assim eu não sei como finalizar essa questão.
Pedi ajuda para meus pais e meu irmão, mas nenhum deles estava disposto a me ajudar nessa importante escolha. Eles encaram minha morte de uma forma muito radical, mas... sei lá, pra mim morrer faz parte da vida. É algo tao natural quanto comer pão-de-queijo no fim de semana.
Essa deveria ser uma dúvida de todos, pois eu não serei o único a morrer! Então, você já sabe o que estará escrito como sua memória? Não? Nem eu... Talvez eu seja conhecido apenas como o garoto que morreu de infarte aos 18 anos e nada mais. Mas ser tão simples assim é muito chato. Eu preciso de algo empolgante e surpreendente! Algo que mude a definição de frases de lápide em todo o Brasil!
Alguma ideia? (agora "ideia" não tem mais acento)

domingo, 28 de agosto de 2011

Antes que seja tarde


    Quero alcançar o fundo do mar
    Achar um lindo baú dourado
    Colocar todos os meus problemas dentro
    E levar até a mais brilhante estrela
    Deixar lá uma parte de mim
    Que certamente sentirei saudade...
    (Hudson Pereira)

Mãe... desculpe tá!

Sabe...

Não existe um modo melhor de começar um blog senão falar da minha mãe.
E pensando nela eu... me sinto mal.
Pense: Na gravidez, a mulher engorda mais de 10 quilos, sendo que a criança não passa de 3!
Dor nas costas, dor nos pés, dor de cabeça, corpo inchado, dificuldade para dormir, DORES DO PARTO...
E para que?
Depois que a criança nasce, a mãe está debilitada, mesmo assim o demônio da criança não está nem aí, nem liga. Chora a noite toda, chora o dia todo, está sempre com fome, e chora por isso também, caga o dobro do peso 8 vezes por dia.
Despesas, despesas, despesas... Falta de sono, falta de sono, falta de sono...
PÔXA!!! Cadê a compaixão? Não seria melhor enfiar a criança de volta no útero?
Enfim o bebê vira uma linda criança... linda? Pelo menos na minha infância, eu parecia o esqueleto do Thunder Cats. Sem contar que ninguém gosta de criança [nem a mãe] e TUDO POR CULPA DA PESTE DA CRIANÇA!!! Eu era um capeta.
E a mãe tem a impossível missão de educar, dar concelhos e transformar aquilo que ela chamava de filho em um cidadão.
Como se não fosse o suficiente, vem a adolescência onde a mãe tem um pouco mais de preocupação em saber se o filho não está explodindo um hospital. Pois é... eu já toquei fogo no meu quarto...
E hoje estou aqui, a beira da morte e rindo da verdadeira realidade das mães. Ah... elas que escolheram ter os filhos, eu não pedi para nascer.
Te amo mãe, de verdade! Agradeço por não ter me matado antes de descobrir que eu to doente.

Apresentação

Oi, sou Erick. Eu vou morrer! =D

Estou aqui porque meu médico cardiologista disse que eu estou nos meus últimos dias de vida.
Muitos ficariam chateados, tristes... mas eu não. Afinal todos vão morrer um dia, a única diferença que eu tenho para vocês é que eu tenho uma noção de quando minha hora vai chegar.
Eu, Erick, sou um personagem criado, na verdade eu não existo não, mas estou aqui para lhe fazer pensar. Afinal, o que você faria em seus últimos dias de vida?
Em meus jovens 17 anos recebo uma noticia dessas... é de matar qualquer um. Mas não a mim, eu sou diferente. Alem de morrer cedo eu não tenho medo da morte. É bom quando nós já sabemos sobre nosso tempo. Além do mas, quem disse que a morte é ruim? Alguém já voltou a viver para relatar como é do outro lado? É mesmo... há outro lado?
Seja como for, eu estou prestes a descobrir.